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PAPO DE MÍDIA: RETROSPECTIVA 2008

Band 2008: clima quente e nervos à flor da pele

Impossível não qualificar o ano da Band sem palavras como turbulência, intranquilidade e tensão, devido aos fatos notados nesta temporada. O mais marcante - na verdade, inesquecível mesmo - foi em junho. Cada vez mais enraizado em Pernambuco, como homem da crônica local que passou a ser em 2007, Luciano do Valle encampou uma série de críticas dos cronistas locais aos colegas do eixo RJ/SP, que culpavam o Náutico pela confusão nos Aflitos com a Polícia e o zagueiro André Luís, do Botafogo. No dia em que Sport e Corinthians decidiram a Copa do Brasil, Luciano bateu forte nos colegas Neto, Oscar Roberto Godoi e Milton Neves no "Tudo em Dia", programa que apresenta na TV Clube, afiliada da Band em Pernambuco. Horas depois, o vídeo parou no YouTube e foi assistido aos borbotões.

Não haveria de ser diferente: a expectativa para a transmissão da noite foi de tensão total, já que crítico e criticados trabalharam na partida como se nada houvesse ocorrido (porém, Luciano na Ilha e os comentaristas nos estúdios em São Paulo). Depois daquele episódio, o trio ficou separado por algumas transmissões. O clima foi sendo administrado do jeito viável, já que tratava-se da equipe principal da emissora. Godoi, narraram à época colunistas como Flávio Ricco, estava muito brabo com o narrador. Consta dos autos, contudo, que mais perto do fim do ano o clima melhorou entre eles, tanto que, no jogo decisivo da Sul-Americana, Luciano e Neto trabalharam lado a lado na cabine do Beira-Rio, estando juntos pela primeira vez desde a primeira partida justamente da final da Copa do Brasil.

Outro que foi irritação pura no primeiro semestre foi Milton Neves. Ele voltou à Band em fevereiro, após a Record reduzir significativamente o espaço de seus programas, por justamente reduzir espaço a algo que já não lhe pertencia mais (o futebol nacional). Seu retorno seria de forma independente, em conjunto com Roberto Justus, que produziria o "Terceiro Tempo" e um novo programa diário, "O Melhor da Noite", que ocuparia o espaço do religioso "Show da Fé". Porém, em março, o publicitário deu para trás e quase deixou Milton desempregado em termos de TV. A Band contratou o jornalista, que pôde enfim retomar o "Terceiro Tempo" em abril, mas não esquecendo de cutucar o ex-colega profissional. No quadro do chapéu do "Programa Raul Gil", ele chamou Justus de "aprendiz televisivo".

O segundo semestre - que teve em setembro uma raríssima ausência do dominical, na madrugada pós-Chile x Brasil apresentado por Nivaldo Prieto - não foi menos tranquilo para Milton. Acusado pela direção do Grêmio de condicionar arbitragens em seus programas para favorecer os rivais Palmeiras e São Paulo na disputa pelo título brasileiro, passou a criticar fortemente, ao lado de Paulo Roberto Martins, o clube gaúcho, sempre com ironia e sarcasmo. Isso aumentou depois que o "Terceiro" liderou, em outubro, o ranking da campanha "Quem Financia a Baixaria", com mais de 1,2 mil reclamações. O apresentador não deixou barato inclusive para cronistas gaúchos que lhe criticavam em seus espaços, como Haroldo de Souza, da Rádio Guaíba, e especialmente Luís Carlos Silveira Martins, o Cacalo, da Rádio Gaúcha.

Como se estas duas narrativas não fossem o bastante, ainda houve saídas nos últimos meses de 2008. Em outubro, numa tentativa de subir a audiência, o "Terceiro" trocou Mauro Beting por Neto. Mas o pior veio em novembro, com uma enxurrada de demissões que não deixou de fora o esporte. Alguns dos demitidos foram o próprio Paulo Morsa, o repórter Rodrigo Viana, o narrador Sílvio Luiz - de todas as demissões, a mais lamentada pelo público - e o apresentador Guilherme Arruda, que fechou mal um ano onde foi notícia em veículos de celebridades em fevereiro, pelo enrosco com direito a beijo na cantora Ivete Sangalo, durante a cobertura do Carnaval da Bahia, e pelo namoro com a apresentadora Patrícia Maldonado, além do acréscimo profissional que foi cobrir in loco a Olimpíada de Pequim.

Falando no Guilherme, o programa que ele fazia, o "Band Esporte Clube", deu uma patinada no começo do ano, quando esteve ameaçado de extinção. Ganhou uma segunda chance em novo horário: sábados à tarde, no espaço antes ocupado pelo Campeonato Inglês, abandonado pela emissora sob o argumento de baixa audiência (na Grande SP). Ali ficou até setembro, quando mudou para os domingos, antecipando a transmissão do Campeonato Brasileiro. Outros demitidos tiveram fatos interessantes relativos a eles até a saída forçada. Em maio, Sílvio Luiz terminou na última posição do quadro "Fora do Ninho", do "Programa Raul Gil". E em agosto, de forma talvez provocativa, Paulo Morsa - que sempre critica os clubes cariocas - foi escalado para comentar São Paulo x Vasco, transmitido para o RJ.

Se houve saídas, também houve acréscimos ao longo do ano. Uma revelação da Band foi o narrador Rodrigo Cascino, que inicialmente narrou compactos e, no segundo semestre, ganhou as primeiras chances em transmissões ao vivo. Outro retorno foi o da bela repórter Gabriela Pasqualin. Dos mais experientes, o olímpico Álvaro José foi um retorno vital para a cobertura dos Jogos Olímpicos. Neste período, quem voltou ao microfone foi o rodadíssimo repórter Luiz Ceará. No final do ano, quem pintou foi Bruno Voloch, apresentador do BandSports, comentando as últimas partidas do Brasileiro exibidas para o RJ. Na última delas, Vasco x Vitória, duas surpresas: a reaparição na Band aberta do narrador Eduardo Vaz e a estréia em transmissões do repórter Fábio Azevedo, da Band Rio.

Os repórteres que mais foram notícia, no entanto, foram Sandro Gama e Fernando Fernandes. O carioca, com uma equipe que filmava um treino do Fluminense, foi assaltado em julho, e em dezembro virou astro do Kibeloco, quando postado um vídeo antes de uma coletiva no Vasco, onde ele afirmava que o clube da Colina não seria rebaixado e alfinetava o Flamengo. Já o paulista, um dos "pais do ano" na crônica esportiva (ele é casado com a jornalista Cristina Scaff, da TV Record), virou astro do "CQC" - programa que teve entre seus destaques o repórter esportivo Felipe Andreoli - por um momento hilário durante a Olimpíada, quando fazia uma entrada ao vivo e simplesmente recebeu uma cantada de um chinês animadinho. Passou aperto o dono do quadro "Papo de Boleiro".

Este foi o momento romântico marcante do esporte da Band em rede nacional. Outro, tão bom quanto, foi visto ao vivo somente pelos paulistanos, no debate local do "Jogo Aberto", em julho: o atacante Denílson, do Palmeiras, "pediu" Renata Fan em "casamento". Rolou até a marcha nupcial, em brincadeira engraçadíssima que deixou os outros participantes felicíssimos. Renata - que, no mesmo mês, foi "homenageada" por Jorge Kajuru em seu programa no SBT de Ribeirão Preto com termos como "cara de travesti" e afirmações de que só entrou na TV "por causa da bunda e da cara" - ganhou uma rival à altura como musa do departamento esportivo: Paloma Tocci. A repórter foi eleita musa do centro de imprensa nos Jogos Olímpicos pelos próprios jornalistas de todo o mundo que ocupavam o local.

Para 2009, fica a expectativa de mais eventos transmitidos. A partilha da Globo não só foi renovada para os Campeonatos Paulista e Brasileiro e Copas do Brasil e Sul-Americana, como ganhou o retorno, após 10 anos, do Campeonato Carioca. Posteriormente, foram acertadas também a Copa das Confederações, as Eliminatórias da Copa do Mundo e a própria Copa de 2010. Resta torcer, somente, para que os eventos passem em rede nacional, como não aconteceu algumas vezes nesta temporada, fosse no Brasil x Gana decisivo do Pré-Olímpico Feminino de Futebol quanto na própria Olimpíada. Algumas afiliadas, como a RBA, do Pará, interromperam a exibição da cerimônia de abertura às 12h30 por ser o horário da divisão da rede, mesmo que ela ainda não tivesse encerrado naquele momento.

Outros destaques

Nós cuidamos de tudo - Em janeiro, as transmissões dos torneios vinculados ao Esporte Interativo voltaram a ser feitas pela Band em SP, e não mais pelo próprio EI no Rio.

"Vestibular" Band - Também no começo da temporada, as repórteres Juliana Guimarães (Bahia) e Dimara Oliveira (Minas) cobriram por alguns dias as atividades dos clubes paulistas.

Sampa antes de tudo - Em algumas quartas-feiras, não houve exibição nacional de futebol, fosse da Copa do Brasil ou da Sul-Americana, devido à eliminação antecipada de times paulistas.

Exibição única - Houve uma transmissão da Libertadores, nas quartas-de-final, entre Fluminense e São Paulo. A Globo cedeu a exibição como compensação pela troca de data de Botafogo x Corinthians.

O que é nosso vale mais - Exclusivas da Band, as 500 Milhas foram mostradas na íntegra. Com o atraso da corrida, a rodada do Brasileiro naquele domingo só passou nos 10 minutos finais.

Mais Indy - As corridas não mostradas pela TV Bandeirantes continuaram a passar em UHF mesmo com a mudança da PlayTV para a volta da Rede 21, quase que totalmente loteada pela Igreja Mundial.

Túnel do tempo - No vôlei feminino Brasil x Argélia, na Olimpíada, Osmar de Oliveira anunciou o fim do primeiro set ao décimo quinto ponto. Mas o jogo seguiu e ele continuou, mesmo com o equívoco.

Quer me derrubar? - Em setembro, era exibido o VT inédito de Torino x Inter, e mostraram os resultados de jogos encerrados, inclusive... de Torino x Inter. Téo José ficou sem reação.

Não valia rede - As duas semifinais entre Internacional e Chivas, pela Sul-Americana, passaram apenas nos Estados da Região Sul. Nas duas quartas-feiras, todo o país assistiu filmes.

Knock-down - Mesmo em VT quase cinco horas após a realização, a exibição da luta do campeoníssimo Evander Holyfield contra Nikolai Valuev deu bons índices à emissora.

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